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domingo, 21 de outubro de 2012
Introdução
Esse blog
terá como tema o Romantismo, um movimento artístico que surgiu durante o século
XIX, na Europa, sendo trazido para o Brasil.
Ele abrangeu diversas áreas como a
literatura e a filosofia, com sua característica mais marcante, elevar o
sentimento acima do pensamento, ou seja, propor que a emoção estava à cima da
razão.
No Brasil país ele foi dividido em
Primeira, Segunda e Terceira Geração, cada uma com suas individualidades que
marcaram a Literatura do nosso país.
Romantismo
O Romantismo foi
um movimento artístico ocorrido na Europa por volta de 1800, que representa as
mudanças no plano individual, destacando a personalidade, sensibilidade, emoção
e os valores interiores.
Atingiu
primeiro a literatura e a filosofia, para depois se expressar através das artes
plásticas.
A
arte romântica se opôs ao racionalismo da época da Revoluçao Francesa e de seus
ideais, propondo a elevação dos sentimentos acima do pensamento.
A
produção artística romântica reforçou o individualismo na medidade em que
baseou-se em valores emocionais subjetivos e muitas vezes imaginários, tomando
como modelo os dramas amorosos e as lendas heróicas medievais, a partir dos
quais revalorizou os conceitos de pátria e república. Papel especial
desempenharam a morte heróica na guerra e o suicídio por amor.
PINTURA
A
pintura foi o ramo das artes plásticas mais significativo, foi ela o veículo
que consolidaria definitivamente o ideal de uma época, utilizando-se de temas
dramitico-sentimentais inspirados pela literatura e pela História. Procura-se
no conteúdo, mais do que os valores de arte, os efeitos emotivos, destacando
principalmente a pintura histórica e em menos grau a pintura sagrada.
As
cores se libertaram e fortaleceram, dando a impressão, às vezes, de serem mais
importantes que o próprio conteúdo da obra. A paisagem passou a desempenhar o
papel principal, não mais como cenário da composição, mas em estreita relação
com os personagens das obras e como seu meio de expressão.
Na
França e na Espanha, o Romantismo produziu uma pintura de grande
força narrativa e ao mesmo tempo dramática e tenebrosa.
ARQUITETURA
A
arquitetura do Romantismo foi marcada por elementos contraditórios,
fazendo dessa forma de expressão algo menos expressivo. O final do século XVIII
e inicio do XIX forma marcados por um conjunto de transformações, envolvendo a
industrilaização, valorizando e rearranjando a vida urbana. A arquitetura da
época reflete essas mudanças; novos materiais foram utilizados como o ferro e
depois o aço.
Ao
mesmo tempo, as igrejas e os castelos fora dos limites urbanos, conservaram
algumas característica de outros períodos, como o gótico e o clássico. Esse
reaparecimento de estilos mais antigos teve relação com a recuperação da
identidade nacional.
A
urbanização na Europa determinou a construção de edifícios públicos e de
edifícios de aluguel para a média e alta burguesia, sem exigências estéticas,
preocupadas apenas com o maior rendimento da exploração.
ESCULTURA
A
grande novidade temática da escultura romântica foi a representação de animais
de terras exóticas em cenas de caça ou de luta encarniçada. Não se abandonaram
os motivos heróicos e as homenagens solenes na forma de estátuas
superdimensionadas de reis e militares. Em compensação, tornou-se mais rara a
temática religiosa. Primeira Geração
A
frase "Tudo pelo Brasil e para o Brasil", foi a primeira a promover a difusão consciente
do Romantismo no país. O programa de reforma e nacionalização da literatura
brasileira, veiculado por artigos e estudos publicados em revistas.
São
autores representantes dessa geração Gonçalves de Magalhães, introdutor do
romantismo, e Gonçalves Dias, com temas indianistas e patrióticos.
Contexto Histórico
Sob
a liderança de Magalhães, um grupo de homens públicos e letrados articulou as
primeiras manifestações do Romantismo no Brasil, num momento caracterizado pela
tentativa de definição de uma identidade nacional, devido ao processo de
emancipação desencadeado por causa da independência política conquistada pelo
Brasil em 1822.
Desde
a chegada de D. João VI, em 1808, houve um grande impulso no país. Nas três
primeiras décadas do século XIX, foram fundadas dezenas de jornais e revistas,
a maioria de duração efêmera. Mas a proliferação desses periódicos, geralmente
dedicados à política, literatura e ciências, exprime a urgência e o anseio de
expressar e fazer circular publicamente o conhecimento e a opinião.
O livro Suspiros
Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães (1811-1882), publicado em 1836, é tido como marco fundador
do Romantismo no Brasil.
Características
O nacionalismo
ufanista: exaltação a pátria, de forma exagerada, em que somente as qualidades
são enaltecidas;
O indianismo: o índio era imaginado a partir do ideal
cavalheresco do romantismo medievalista europeu. Espírito nobre, seus valores
são sobre tudo a honra, honestidade, franqueza e lealdade;
Cor local: é a valorização da natureza brasileira em
oposição à europeia;
Idealização: é a visualização da pátria, índio, mulher e
amor melhor do que realmente são.
religiosidade.
Autores
Gonçalves de Magalhães: considerado o homem que iniciou o
romantismo brasileiro, Domingos José Gonçalves de Magalhães , nasceu em Niterói
em 1811 e , após formar-se em medicina, viajou para a Europa, onde tomou
contato com as ideias românticas. Em 1836, junto com Araujo Porto Alegre,
Torres Homem e Pereira da Silva, fundou, em Paris, a “Niterói – Revista
Brasiliense”. Nesse mesmo ano publicou “Suspiros Poéticos e Saudade”, considerado
o marco inicial do Romantismo no Brasil. Em 1837, Gonçalves de Magalhães
retornou ao Brasil e em 1847 ingressou na carreira diplomática.Foi exercendo
essa função que o escritor faleceu, em Roma, no ano de 1882. Sua poesia
cultivava os valores fundamentais do romantismo na primeira frase, ou seja, a
religião, patriotismo, etc.
Suas principais obras foram: Poesias(1832), Suspiros
Poéticos e Saudades (1836), Discurso
sobre a História da Literatura no brasil(1838), Olgiato(1839), A confederação
de Tamoios(1856), Os mistérios (1857), Fatos do espírito humano(1865),
Urânia(1862), Cânticos fúnebres(1864), A alma e o cérebro(1876) e Comentários e
pensamentos(1880).
Veja um trecho:
SUSPIROS POÉTICOS E SAUDADES
"Quando da noite o véu caliginoso
Do mundo me separa,
E da terra os limites encobrindo
,
,
Vagar deixa minha alma no infinito,
Como um subtil vapor no aéreo espaço,
Uma angélica voz misteriosa
Em torno de mim soa,
Como o som de uma frauta harmoniosa,
Que em sagradas abóbadas reboa."
Gonçalves Dias: o poeta se orgulhava de ter no sangue
as três raças formadoras do povo brasileiro (branca, indígena e negra), nasceu
no Maranhão em 10 de agosto de 1823. Em 1840 foi para Portugal cursas Direito
na Faculdade de Coimbra. Ali, entrou em contato com os principais escritores da
primeira fase do romantismo português. Em 1843, inspirado na saudade da pátria,
escreveu “ Canção do Exílio”.No ano seguinte graduou-se bacharel em Direito. De
volta ao Brasil, iniciou uma fase de intensa produção literária. Em 1849, junto
com Araujo Porto Alegre e Joaquim Manuel de Macedo, fundou a revista
“Guanabara”. Em 1862 retornou à Europa para cuidar da saúde. Em 1864, durante a
viagem de volta ao Brasil, o navio Ville de Boulogne naufragou na costa
brasileira. Salvaram-se todos, menos o poeta que estava na cama em estado
agonizado, acabou sendo esquecido.
Suas
principais obras foram: Primeiros cantos (1846), Leonor de Mendonça(1847),
Segundos cantos e Sextilhas de Frei Antão (1848), Últimos cantos(1851), cantos
(1857), Os Timbiras(1857), Dicionário da língua tupi(1858), Obras póstumas
(1868-69), Obras poéticas(1944), Poesias completas e prosa escolhida (1959) e
Teatro completo (1979).
Veja um trecho:
CANÇÃO DO EXÍLIO
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossas flores têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossas flores têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
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