Gonçalves de Magalhães: considerado o homem que iniciou o
romantismo brasileiro, Domingos José Gonçalves de Magalhães , nasceu em Niterói
em 1811 e , após formar-se em medicina, viajou para a Europa, onde tomou
contato com as ideias românticas. Em 1836, junto com Araujo Porto Alegre,
Torres Homem e Pereira da Silva, fundou, em Paris, a “Niterói – Revista
Brasiliense”. Nesse mesmo ano publicou “Suspiros Poéticos e Saudade”, considerado
o marco inicial do Romantismo no Brasil. Em 1837, Gonçalves de Magalhães
retornou ao Brasil e em 1847 ingressou na carreira diplomática.Foi exercendo
essa função que o escritor faleceu, em Roma, no ano de 1882. Sua poesia
cultivava os valores fundamentais do romantismo na primeira frase, ou seja, a
religião, patriotismo, etc.
Suas principais obras foram: Poesias(1832), Suspiros
Poéticos e Saudades (1836), Discurso
sobre a História da Literatura no brasil(1838), Olgiato(1839), A confederação
de Tamoios(1856), Os mistérios (1857), Fatos do espírito humano(1865),
Urânia(1862), Cânticos fúnebres(1864), A alma e o cérebro(1876) e Comentários e
pensamentos(1880).
Veja um trecho:
SUSPIROS POÉTICOS E SAUDADES
"Quando da noite o véu caliginoso
Do mundo me separa,
E da terra os limites encobrindo
,
,
Vagar deixa minha alma no infinito,
Como um subtil vapor no aéreo espaço,
Uma angélica voz misteriosa
Em torno de mim soa,
Como o som de uma frauta harmoniosa,
Que em sagradas abóbadas reboa."
Gonçalves Dias: o poeta se orgulhava de ter no sangue
as três raças formadoras do povo brasileiro (branca, indígena e negra), nasceu
no Maranhão em 10 de agosto de 1823. Em 1840 foi para Portugal cursas Direito
na Faculdade de Coimbra. Ali, entrou em contato com os principais escritores da
primeira fase do romantismo português. Em 1843, inspirado na saudade da pátria,
escreveu “ Canção do Exílio”.No ano seguinte graduou-se bacharel em Direito. De
volta ao Brasil, iniciou uma fase de intensa produção literária. Em 1849, junto
com Araujo Porto Alegre e Joaquim Manuel de Macedo, fundou a revista
“Guanabara”. Em 1862 retornou à Europa para cuidar da saúde. Em 1864, durante a
viagem de volta ao Brasil, o navio Ville de Boulogne naufragou na costa
brasileira. Salvaram-se todos, menos o poeta que estava na cama em estado
agonizado, acabou sendo esquecido.
Suas
principais obras foram: Primeiros cantos (1846), Leonor de Mendonça(1847),
Segundos cantos e Sextilhas de Frei Antão (1848), Últimos cantos(1851), cantos
(1857), Os Timbiras(1857), Dicionário da língua tupi(1858), Obras póstumas
(1868-69), Obras poéticas(1944), Poesias completas e prosa escolhida (1959) e
Teatro completo (1979).
Veja um trecho:
CANÇÃO DO EXÍLIO
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossas flores têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossas flores têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
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