Os
romances românticos no Brasil podem ser classificados como indianistas,
urbanos, históricos ou regionalistas.
O
romance urbano, que retrata, muitas vezes de forma crítica, a vida e os
costumes da sociedade no Rio de Janeiro. Os enredos, na maioria das vezes, são
recheados de amores platônicos e puros, fruto de uma classe social sem
problemas financeiros e na maioria dos casos estereotipada. Destacam-se as
obras de Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antônio de Almeida e principalmente
José de Alencar.
O
romance indianista, que focaliza a figura do índio. Enquanto o escritor europeu
tinha seus cavaleiros medievais, o brasileiro sentiu a necessidade de resgatar
em nosso passado um herói que melhor nos retratasse. Mesmo sendo algumas vezes
retratado como se fosse um cavaleiro europeu da idade média, a figura do índio
surge de forma imponente, com seus costumes e sua vida selvagem, mas cheia de
virtudes. Destacam-se aqui as obras de José de Alencar, principalmente os
clássicos Iracema e O Guarani.
O
romance regionalista, que concentra-se em outra figura brasileira: o sertanejo.
Na insistência nacionalista de buscar as raízes de nossa cultura, a figura do
sertanejo, com suas crenças e tradições, fez-se tão exótica quanto à do índio.
Dentre os regionalistas, destacam-se, além de José de Alencar, Bernardo
Guimarães, Visconde de Taunay e Franklin Távora.
O
romance histórico, através do qual os romancistas brasileiros buscaram em nossa
história temas que alimentassem os anseios românticos, de modo a acentuar ainda
mais o nacionalismo exaltado que respirava a pátria desde a independência.
Evidenciam-se Bernardo Guimarães e, mais uma vez, José de Alencar.
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