domingo, 21 de outubro de 2012

Romances Românticos - Prosa




Os romances românticos no Brasil podem ser classificados como indianistas, urbanos, históricos ou regionalistas.
O romance urbano, que retrata, muitas vezes de forma crítica, a vida e os costumes da sociedade no Rio de Janeiro. Os enredos, na maioria das vezes, são recheados de amores platônicos e puros, fruto de uma classe social sem problemas financeiros e na maioria dos casos estereotipada. Destacam-se as obras de Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antônio de Almeida e principalmente José de Alencar.
O romance indianista, que focaliza a figura do índio. Enquanto o escritor europeu tinha seus cavaleiros medievais, o brasileiro sentiu a necessidade de resgatar em nosso passado um herói que melhor nos retratasse. Mesmo sendo algumas vezes retratado como se fosse um cavaleiro europeu da idade média, a figura do índio surge de forma imponente, com seus costumes e sua vida selvagem, mas cheia de virtudes. Destacam-se aqui as obras de José de Alencar, principalmente os clássicos Iracema e O Guarani.
O romance regionalista, que concentra-se em outra figura brasileira: o sertanejo. Na insistência nacionalista de buscar as raízes de nossa cultura, a figura do sertanejo, com suas crenças e tradições, fez-se tão exótica quanto à do índio. Dentre os regionalistas, destacam-se, além de José de Alencar, Bernardo Guimarães, Visconde de Taunay e Franklin Távora.
O romance histórico, através do qual os romancistas brasileiros buscaram em nossa história temas que alimentassem os anseios românticos, de modo a acentuar ainda mais o nacionalismo exaltado que respirava a pátria desde a independência. Evidenciam-se Bernardo Guimarães e, mais uma vez, José de Alencar.

Autores


Joaquim Manuel de Macedo: é o prosador de maior destaque na fase inicial do Romantismo, é autor de A Moreninha (1844), O Moço Louro (1845) e Os Dois Amores (1848), entre muitos outros. Também autor de poemas e de doze peças de teatro, Macedo atuou como cronista no Jornal do Commercio, onde mantinha a coluna A Semana. Como ficcionista, foi o primeiro autor a transpor os tipos, as cenas, a vida da sociedade do Rio de Janeiro para o gênero romance - o que era novidade no país. Macedo obteve grande popularidade ao abordar cenário e personagens familiares para os leitores cariocas, ao descrevê-los de maneira ligeira, sentimental e novelesca.                             



José de Alencar : José de Alencar (1829-1877) nasceu em Mecejana, Ceará no dia 1 de maio de 1829. Filho de José Martiniano de Alencar, senador do império, e de Ana Josefina. Em 1838 mudam-se para o Rio de Janeiro. Com 10 anos de idade ingressa no Colégio de Instrução Elementar. Com 14 anos vai para São Paulo, onde termina o curso secundário e ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Em 1847 escreve seu primeiro romance "Os Contrabandistas". Em 1950 conclui o curso de Direito. Pouco exerceu a profissão. Ingressou no Correio Mercantil em 1854. Na seção "Ao Correr da Pena" escreve os acontecimentos sociais, as estréias de peças teatrais, os novos livros e as questões políticas. Em 1856 passa a ser o redator chefe do Diário do Rio de Janeiro, onde em 1 de janeiro de 1857 publica o romance "O Guarani", em forma de folhetim, alcançando enorme sucesso, e logo é editado em livro.Em 1858 abandona o jornalismo para ser chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, onde chega à Consultoria. Recebe o título de Conselheiro. Nessa mesma época é professor de Direito Mercantil. Foi eleito deputado pelo Ceará em 1861, pelo partido Conservador, sendo reeleito em quatro legislaturas. Na visita a sua terra Natal, se encanta com a lenda de "Iracema", e a transforma em livro. É considerado o principal escritor do romantismo brasileiro, autor das obras Cinco Minutos, A Viuvinha, O Guarani, Lucíola, Iracema, As Minas de Prata, Senhora, Encarnação.


 Manuel Antônio de Almeida: suas principais obras foram Memórias de um sargento de milícias, Dois Amores (peça de teatro).






Bernardo Guimarães:  Principais obras: O seminarista, A   escrava Isaura.





Franklin Távora: iniciou o romantismo regionalista no Nordeste, escreveu  Trindade maldita, Os índios do Jaguaribe; A casa de palha; Três lágrimas.



Transição do Romantismo para o Realismo


Com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, por Machado de Assis em 1881, ocorre formalmente a passagem para o período realista.

Conclusão


            Após o término desse trabalho, concluímos que o Romantismo foi muito importante tanto na Literatura quanto na História do Brasil.
            Seus autores são retratados como verdadeiros artistas que promoveram esse movimento, expondo seus sentimento e suas visões para a época.
            Uma arte que procurava relatar valores emocionais, principalmente idealizando o sentimento para com a pátria.

Bibliografia

                                                   






www.nilc.icmc.usp.br









http://romantismo-21b.blogspot.com.br/p/as-geracoes-do-romantismo.html

         http://www.e-biografias.net/jose_alencar/